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| Reunião liderada pela Sema discute novas diretrizes para acelerar processo de desenvolvimento sustentável das áreas de UCs |
O Governo do Amazonas
reuniu representantes de secretarias e órgãos de fiscalização ambiental, nesta
quinta-feira (03/11), para elaborar um novo plano de reestruturação e
dinamização de mais de 40 Unidades de Conservação (UCs) do Estado. O objetivo é
revisar o plano que existe e propor melhorias, de forma a acelerar o processo
de desenvolvimento das unidades, dentro do propósito de conservação
sustentável.
A pauta foi liderada pelo
titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema), Eduardo
Taveira.
“Estamos consolidando o
plano de reestruturação e dinamização de mais de 40 Unidades de Conservação
(UCs) do Amazonas, de forma que todos os nossos projetos se transformem em uma estrutura
melhor para a atuação do Governo do Estado, por meio da Sema e demais
secretarias, e para que a gente tenha um alcance melhor para atender à
população do estado”, disse Taveira.
De acordo com o
secretário, em 2019, quando o governo assumiu a gestão do estado, havia um
grande contingenciamento de recursos para a atuação da pasta.
“E desde que o atual
governo assumiu, a Sema aumentou a capacidade de operação, tanto nas unidades
de conservação, quanto da equipe de apoio, por meio de projetos. E agora
partimos para a revisão do plano existente e novos projetos de atuação”,
informou.
Na opinião do secretário
executivo de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação
(Sedecti), Valdenor Cardoso, as unidades de conservação não são meros reservatórios
de material florestal de recursos naturais. Várias delas, têm populações
tradicionais indígenas e não indígenas, moradores antigos que podem praticar
atividades sustentáveis devidamente orientadas.
Nesta perspectiva,
Cardoso destaca que tem todo um elenco de atividades como o fomento da produção
sustentável para gerar renda e ocupação para eles viverem com dignidade.
“Tem educação, serviços e
saúde, que parte compete ao município, parte ao estado. A questão da segurança
ambiental para combater desmatamento, queimadas, etc; itens e ações que, no
âmbito setorial, são coordenadas e observadas pela Sema, fiscalizadas pelo
Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e asseguradas pelo poder
público policial, civil ou militar, como o Batalhão Ambiental”, detalhou.
O executivo informou que
cabe à Sedecti, acompanhar, controlar e monitorar as ações para que o governo
apresente em público ao Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa e
para a sociedade como um todo.
“Acima de tudo, que o
Governo do Estado propicie condições para que a população e moradores das
unidades de conservação vivam com dignidade, tenham o prazer de praticar a
produção sustentável, a conservação ambiental”, concluiu Cardoso.
Unidades de Conservação
A Sema realiza a gestão
de 42 Unidades de Conservação (UC), sendo oito de proteção integral e 34 de uso
sustentável, totalizando 18.907.378,34 hectares de floresta legalmente
protegidos, o que representa 12,13% da área do Estado. O Amazonas possui 97% da
sua cobertura vegetal inteiramente preservada. E a Sema atua com ações
constantes para assegurar a preservação e impedir o desmatamento.
As UCs de uso sustentável
têm como objetivo básico compatibilizar a conservação da natureza com o uso
sustentável dos recursos naturais. Já as que compõem o grupo de proteção
integral, têm o intuito de preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso
indireto dos recursos naturais.
Além de prever a
manutenção da floresta e garantir a conservação dos recursos naturais, por meio
de políticas públicas, gestão, projetos, monitoramento e áreas protegidas, a
Sema também trabalha para a melhoria da qualidade de vida da população que tem
no patrimônio florestal o seu maior bem.
FOTOS: Ed Blair/Sedecti



