Amazonense Marcos Moura foi um dos representantes do Brasil no 9º Congresso Pan-Africano, em Togo, África


O presidente do Instituto Cultural Ajuri é o único amazonense no 9º Congresso Pan-Africano, em Lomé, na República do Togo, articulando políticas globais para o fortalecimento da África e da diáspora africana.

O cientista político, gestor cultural e presidente do Instituto Cultural Ajuri (INCA), Marcos Moura, foi o único representante amazonense a integrar a delegação brasileira no 9º Congresso Pan-Africano, realizado em Lomé, na República do Togo, África. O encontro é considerado o mais importante espaço político internacional voltado à articulação, integração, solidariedade e desenvolvimento das Áfricas e de sua diáspora.

O evento reuniu, entre os dias 8 e 12 de dezembro, cerca de 2 mil lideranças africanas e afrodescendentes de diversos países, com o objetivo de construir uma agenda política comum voltada ao protagonismo africano, ao desenvolvimento sustentável e ao enfrentamento das desigualdades raciais em escala global.

Reconhecido por sua liderança e por iniciativas no campo da cultura e da educação antirracista, Marcos Moura foi convidado diretamente pelo Governo da República do Togo, em razão de seu compromisso com a promoção da história e das culturas africana e afro-brasileira, de sua atuação no controle social das políticas públicas de promoção da igualdade racial e de sua defesa por maior representatividade da África e da diáspora nas instituições multilaterais.

Composta por cerca de 80 pessoas, a delegação brasileira participou do Congresso como convidada especial e homenageada, em reconhecimento ao fato de o Brasil abrigar a segunda maior população negra do mundo e por sua contribuição histórica ao pensamento e à luta panafricanista.

Antes do Congresso, ocorreram reuniões preparatórias em todas as regiões do continente africano e na diáspora, incluindo a etapa realizada em Salvador (BA), cujas propostas passaram a integrar as resoluções debatidas em Lomé.

Para Marcos Moura, a participação simboliza o reconhecimento de sua trajetória à frente de projetos como a Escola Afro-Amazônica e o Grito da Periferia, iniciativas que articulam cultura, identidade e justiça social no Amazonas.

“Estivemos presentes em um momento histórico de retomada do panafricanismo, essencial para atualizar nossa agenda política internacional e fortalecer a luta contra opressões que também se renovam”, destacou Marcos Moura.

O texto final do Congresso reafirma os fundamentos históricos do panafricanismo, defende uma ordem mundial mais justa e representativa e cobra a reforma das instituições multilaterais, com base na soberania dos povos, na justiça reparatória e na Agenda 2063 da União Africana.

O documento também reconhece o papel central da diáspora, da juventude, das mulheres, da cultura e da arte como forças estratégicas para um panafricanismo renovado, popular e efetivo no século XXI, comprometido com a unidade, a dignidade e o desenvolvimento compartilhado.

“Compartilharemos com os demais membros do movimento negro brasileiro e amazonense as informações contidas no documento final do Congresso, dialogando estratégias de fortalecimento do pan-africanismo no Brasil, considerando nossas especificidades regionais e nossa realidade política. Seguimos firmes para que a Amazônia também seja voz ativa nessa agenda global, levando nossas experiências e lutas para fortalecer a unidade, a solidariedade e o desenvolvimento da diáspora, construindo um futuro ancestral, antirracista, contracolonial, étnico e justo”, afirmou Marcos Moura.

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DRA. CRISTIANE BRELAZ


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