O bloco, que celebra 31 anos de fundação, marcando mais de três décadas de história, resistência e alegria contará o papel fundamental da mulher na construção da história, da cultura e das lutas que moldam a sociedade.
O presidente Maurício Porto, afirma que a proposta é pautada em um manifesto social e cultural. “Ao longo dessa trajetória, construímos muito mais do que uma festa: fortalecemos laços comunitários, valorizamos a cultura popular e mantivemos viva a essência do Carnaval como espaço de expressão, inclusão e identidade”, ressalta.
O enredo foi fundamentado em pesquisas de autoras brasileiras que resgataram a história das mulheres que enfrentam desigualdades, rompem barreiras e redefinem possibilidades. “A narrativa aborda a mulher como força criadora, trabalhadora, intelectual, artística e política, além de denunciar o silenciamento histórico, o machismo estrutural e as opressões ainda existentes”, comenta Maurício.
Mantendo a tradição, os compositores
Demétrius Haidos e Geandro Pantoja, autores do samba-enredo, celebram em versos e melodias, trajetórias de luta, sensibilidade e coragem, dando voz às mulheres que constroem e transformam a cultura popular.
Cada ala e cada batida da bateria irão ecoar as vozes femininas, transformando a avenida em um espaço de memória, resistência e esperança, reafirmando o samba como instrumento de reflexão e transformação social.
Na trajetória de 31 anos, o bloco possui três títulos do grupo especial e seis vice-campeonatos. O manifesto cultural do bloco é que o Carnailha seja também um ato de consciência coletiva, valorizando a presença feminina como pilar de resistência, criatividade e transformação, hoje e sempre.
Texto Josene Araújo – SEMASTH/SECOM
Fotos: arquivo Fax
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