O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins, Jecinaldo Sateré, anunciou, na noite desta quarta-feira (18), mudanças e melhorias na estrutura da Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) de Maués. A decisão foi tomada junto às lideranças indígenas após uma série de reivindicações dos pacientes.
O novo chefe da CASAI Maués será o servidor Paulo Dark, que contará com uma equipe de assessores indígenas composta por Maisangela Sateré, Jesiel dos Santos e Agnaldo Guimarães.
Jecinaldo Sateré também informou aos pacientes que entrou em contato com o proprietário da empresa responsável pela alimentação dos pacientes e que foi acordada a melhoria no cardápio. Além disso, o coordenador anunciou a parceria firmada com a Prefeitura de Maués, que resultará na melhoria da estrutura do prédio da CASAI, no transporte e na comunicação.
“Nós tivemos uma reunião em que ouvimos os pacientes porque são eles que conhecem o dia a dia. Eles falaram sobre diversos assuntos, entre eles alimentação, segurança, melhorias na estrutura da CASAI e comunicação. Foi muito produtivo ouvi-los porque queremos fazer uma gestão participativa em que os próprios indígenas construam conosco um plano de trabalho para desenvolvermos à frente do DSEI Parintins e da CASAI”, afirmou.
Paulo Dark é servidor da saúde indígena há mais de 30 anos e foi um dos primeiros a ser chefe da CASAI do município. Ele agradeceu o convite e a confiança da coordenação do DSEI Parintins para que ele e sua equipe fiquem responsáveis pela gestão da CASAI de Maués.
“É um grande desafio, mas eu e toda a equipe estamos nos comprometendo a dar nossa parcela de colaboração. Que nossa equipe seja colaboradora ativa para termos sucesso juntos no acolhimento dos pacientes indígenas na CASAI”, disse.
Gisele Michiles, da comunidade Terra Nova, acompanha seu filho de um ano em tratamento de saúde na CASAI. Ela foi uma das pessoas que apresentou reivindicações e afirma estar feliz por ter seu apelo atendido. “Agradeço ao coordenador Jecinaldo por ter ouvido nosso apelo. Essas mudanças eram necessárias para melhorar a alimentação e o atendimento dos indígenas na CASAI de Maués”, afirmou.
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