Amazonas reduz até 93% das queimadas e aposta em prevenção para enfrentar crise climática


Enquanto o mundo busca formas de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, o Amazonas começa a mostrar que investir em prevenção pode produzir resultados concretos. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam redução de até 93% nos focos de calor em períodos específicos de 2025, como comparações mensais com o ano anterior.

Já o desmatamento apresentou quedas em diferentes recortes do período, chegando a até 57% em intervalos monitorados por sistemas oficiais de acompanhamento ambiental. Os resultados refletem uma estratégia baseada em monitoramento permanente, fiscalização e integração entre órgãos públicos para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos.

As mudanças na estratégia de enfrentamento aos eventos climáticos extremos no Amazonas começaram a ser estruturadas entre 2019 e 2025, durante a gestão do ex-governador e atual presidente estadual do União Brasil, Wilson Lima, e têm continuidade na administração do governador Roberto Cidade (União Brasil), com foco no fortalecimento das ações de prevenção a queimadas, combate ao desmatamento e resposta às populações afetadas por secas e enchentes.

Ainda conforme dados do INPE as áreas queimadas no estado caíram 65% no primeiro semestre de 2025 e chegaram a uma redução de até 93% em períodos equivalentes do segundo semestre, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Outro indicador reforça o cenário: pela primeira vez, nenhum dos 62 municípios amazonenses apareceu entre os que mais registraram queimadas na Amazônia.

Para Wilson Lima, os resultados estão ligados à mudança na forma de atuação do Estado diante da crise climática. “O Amazonas passou a enfrentar a crise climática com planejamento, presença no território e integração entre os órgãos. Os resultados mostram que quando o Estado chega onde antes não chegava, a floresta responde e a população fica mais protegida”, afirma.

Na área do desmatamento, os dados também indicam recuo. Entre janeiro e maio de 2025, a redução chegou a 57% em determinados recortes monitorados pelos sistemas oficiais, o equivalente à preservação de uma área aproximada de 11,5 mil campos de futebol. O resultado é atribuído ao reforço da fiscalização ambiental, ao uso de inteligência territorial e ao monitoramento em tempo real de áreas sensíveis.

Segundo o governador Roberto Cidade, a continuidade das ações é decisiva para consolidar os avanços. “O trabalho iniciado e estruturado nos últimos anos permitiu que o Amazonas avançasse em proteção ambiental e resposta a eventos extremos. Nosso compromisso é manter e ampliar essas políticas, garantindo que o desenvolvimento do estado caminhe junto com a preservação da Amazônia”, diz.

Entre as principais medidas de impacto está a ampliação dos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIPs), do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, que passaram de 11 para 24 municípios atendidos com bases permanentes no interior. A expansão fortaleceu a capacidade de resposta rápida a incêndios florestais e desastres ambientais.

O sistema de monitoramento também foi reforçado com a atuação do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), responsável pelo acompanhamento diário das condições ambientais e climáticas, apoiando ações de prevenção e fiscalização. O governo ainda firmou convênio de R$ 13 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), voltado ao fortalecimento da estrutura de combate a incêndios e prevenção de desastres.

O segundo vice-presidente estadual do União Brasil, engenheiro civil Marcellus Campêlo, avalia que os resultados refletem uma política pública baseada em integração e planejamento contínuo. “O enfrentamento à crise climática exige planejamento, engenharia pública e gestão eficiente. O que vemos hoje é um sistema integrado, com tecnologia, presença institucional e resposta rápida. Isso não é uma ação pontual, mas uma política de Estado que protege vidas e o futuro da floresta”, pondera.

Além das ações de controle ambiental, o estado ampliou a assistência às populações atingidas por estiagens e enchentes. As medidas incluem distribuição de alimentos, água potável, medicamentos, instalação de sistemas de abastecimento, apoio a produtores rurais e envio de ajuda humanitária a comunidades isoladas. O governo também implantou o sistema Defesa Civil Alerta, que envia notificações em tempo real para áreas de risco, reforçando a prevenção e reduzindo os impactos de desastres naturais.

Fotos: Divulgação Secom/AM

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DRA. CRISTIANE BRELAZ


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