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| Audiência pública realizada pela DPE-AM aponta falta de pontes e madeira, além de obras que afetam a drenagem e aumentam impacto da cheia dos rios |
A Defensoria Pública do
Estado do Amazonas (DPE-AM), realizou na manhã de segunda-feira (23), uma
audiência pública em Parintins (AM), para tratar sobre os prejuízos causados
pela enchente em 2022. A reunião ocorreu no auditório do Centro do Idoso Pastor
Lessa, bairro Itaúna 1, e foi conduzida pelos defensores Rodolfo Lôbo e Renata
Almeida. Participaram da audiência a Defesa Civil do Estado e a Secretaria
Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação (Semasth).
Os assuntos debatidos
foram levantados pelos próprios moradores e lideranças comunitárias presentes
no evento. Falta de pontes, auxílio-aluguel, ocupações irregulares e obras
públicas que estão prejudicando a drenagem de bairros foram algumas das
reclamações feitas pela população.
“Antes nossas casas não
alagavam. Agora tá chegando água no meu quintal. Essas obras da prefeitura não
deviam ser feitas no período das chuvas. Nós, moradores, não fomos consultados.
Procurei a secretaria de obras para solicitar pelo menos o aterro lá na nossa rua.
Ofereceram cesta básica, não queremos cesta básica! Por isso eu achei muito
importante realizarem essa reunião”, disse o morador Roberto Azevedo, do bairro
José Esteves.
“Eu já perdi duas
cômodas, um armário, uma geladeira, só não perdi o fogão porque o meu filho
ajudou. A cama dele tava no fundo. Eu precisava de umas tábuas para pelo menos
construir umas marombas, assim eu ficava em casa mesmo, pra não dar trabalho
pros outros, né?”, lamentou a aposentada Ivete Alfaia.
Além da resposta imediata
das autoridades presentes, após a audiência a Defensoria encaminhou ofícios
solicitando informações e providências à Prefeitura de Parintins, Semasth e
Defesa Civil.
“Vamos pedir aos órgãos
competentes o cadastramento dessas famílias que precisam de auxílio-aluguel, e
identificar que pessoas precisam de pontes nas suas ruas ou de madeira para
construção marombas nas suas casas”, afirmou Rodolfo Lôbo.
O defensor público
aproveitou para divulgar o “Zap da Cheia”, canal de atendimento via WhatsApp,
por meio do qual a população pode enviar denúncias, fotos e vídeos relacionados
à enchente de 2022. O telefone é (92) 98431-7941.
“A Defensoria recebe demandas de todos os municípios do nosso estado através do Zap da Cheia, além das audiências públicas e polos de atendimento. E para encontrar uma solução nós vamos onde a população estiver”, completou Lôbo.
POLO DO BAIXO AMAZONAS
Após a audiência, o Grupo
de Trabalho Enchentes 2022 (GT Enchentes) visitou o bairro da Francesa, um dos
mais atingidos até o momento pela cheia, que deve se estender até junho. Pontes
improvisadas pelos moradores, lixo e casas completamente invadidas pela água
foram alguns dos problemas constatados na visita.
As respostas às demandas da audiência serão acompanhadas pela Defensoria através do Polo do Baixo Amazonas, que tem sede em Parintins e também atende os municípios de Nhamundá e Barreirinha. “Nós estamos a postos para atender a população quanto aos prejuízos da cheia, ou outras questões. O atendimento presencial é de segunda a sexta, de 8h às 14h, e também temos plantão para casos urgentes”, reforçou a coordenadora do polo, defensora Renata Almeida.
Texto: José Augusto Souza - Fotos: Evandro Seixas/DPE-AM





